sábado, 2 de julho de 2016
terapias não convencionais
Os netos curam tudo
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sábado, julho 02, 2016
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domingo, 5 de julho de 2015
triângulos
que coisa mais coisa me disseste
querias falar do sol
e acabaste por falar da terra
como se fosse imunda
repleta de buracos e
bolas perdidas
mas não o é
o tempo?
a terra está à mão de semear
por isso os dedos
são tão importantes,
as mãos
e a família
à mesa
sentada para não estar de pé
em cima de cadeiras
com talheres à frente
guardanapos cheios de triângulos
bocas tagarelas
pedaços de pão
a limpar o prato
querias falar do sol
e acabaste por falar da terra
como se fosse imunda
repleta de buracos e
bolas perdidas
mas não o é
o tempo?
a terra está à mão de semear
por isso os dedos
são tão importantes,
as mãos
e a família
à mesa
sentada para não estar de pé
em cima de cadeiras
com talheres à frente
guardanapos cheios de triângulos
bocas tagarelas
pedaços de pão
a limpar o prato
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médio prazo
a incerteza dá ânimo, força vital. a certeza é uma seca. Se não hoje, amanhã. dizem que é o futuro.
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chinelo
agarrou-se ao chinelo e foi passear comigo. Toda a tarde em festa.
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quinta-feira, 16 de abril de 2015
a história da ervilha à minha maneira
as pessoas chatas são o pior do mundo. e o que são pessoas chatas? Sujeitos que nunca espreitaram para fora do seu umbigo, que nunca pesaram as opiniões na balança do bom senso, que gostam de dizer bem de quem não conhecem e mal de quem está ao seu lado. as pessoas chatas são também normalmente pouco sensíveis e normalmente ocupam muito espaço. Quando estão, ocupam o quinto do espaço que deviam em qualquer sala, quer seja por causa do tom de voz gordo, ondulado, quer seja pelos modos brutos. Roubam espaço. O movimento das pessoas chatas faz interferência no oxigénio. As pessoas chatas desconhecem a delicadeza. e não gostam de pássaros
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quinta-feira, abril 16, 2015
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domingo, 29 de março de 2015
dois papagaios
Tinha a cabeça a fervilhar. Sentia a panela de pressão no interior da caixa craniana. É uma caixa, meus senhores, dura como o cimento, mas é uma caixa. Tinha a cabeça a fervilhar porque de repente percebeu o quanto a sua vida ia mudar. Caíam as peças e não sabia se tinha forças para as conseguir agarrar no colo. E depois de as agarrar, saberia juntá-las, encaixá-las? Lá ia de cabeça a fervilhar quando ouviu a conversa de pássaro. Conhece-a bem.Tem um jardim nas traseiras, são a música do seu acordar. Estavam dois papagaios em cima de dois ramos na avenida de Liberdade, que há só uma, verdade, e um misto de certeza e impulso brilhava. Daquele brilhar que sai cá para fora. Que quer liberdade.
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dois papagaios
Tinha a cabeça a fervilhar. Sentia a panela de pressão no interior da caixa craniana. É uma caixa, meus senhores, dura como o cimento, mas é uma caixa. Tinha a cabeça a fervilhar porque de repente percebeu o quanto a sua vida ia mudar. Caíam as peças e não sabia se tinha forças para as conseguir agarrar no colo. E depois de as agarrar, saberia juntá-las, encaixá-las? Lá ia eu de cabeça a fervilhar quando ouviu a conversa de pássaro. Conheço-a bem. Tenho um jardim nas traseiras, são a música do meu acordar. Estavam dois papagaios em cima de dois ramos na avenida de Liberdade, que há só uma, verdade, e um misto de certeza e impulso me fazia brilhar. Daquele brilhar que sai cá para fora. Que quer liberdade.
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segunda-feira, 3 de novembro de 2014
canta por aí
como canta bem aquele papagaio. adoptei-o, mesmo sem nunca o ver. Não importa se é feio. Feio é o que repugna e ele jamais repugnará. Foi banda sonora das noites quentes. adoptei-o mas nunca lhe pus o olho em cima. Como canta bem e enche o beco maior das redondezas. enche a rua, o bairro. não importa se é bonito. canta, afinado, melodias diferentes a cada dia, por vezes deixa notas perdidas, deixando o desfecho por fazer. falta o quanto falta. Imagino-o ternurento.
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segunda-feira, novembro 03, 2014
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vai lá
conseguiu colocar a mão inteira dentro da boca. O mundo dentro da boca. as impossíveis que morrem a cada dia que passa, os possíveis que desvanecem, a esperança matemática
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segunda-feira, novembro 03, 2014
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domingo, 2 de novembro de 2014
depois de
finalmente, o frio. Finalmente, os dias curtos para os pensamentos compridos. finalmente, as malas e chapéus. finalmente, a dança lenta. finalmente, um copo de vinho do douro como deve ser. finalmente, outra década, cheia de árvores e vistas largas. finalmente, uma certeza de um milímetro.
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